Paris - A demissão do diretor do France Soir ontem pelo proprietário franco-egípcio do jornal, Raymond Ramy Lakah devido à publicação dos polêmicos desenhos do profeta Maomé, provocou a indignação dos funcionários da redação.
O jornal, colocado em concordata desde 31 de outubro, pertencente (70%) à companhia Montaigne Press, que Lakah afirma representar, publicou na terça-feira pala primeira vez na França os polêmicos desenhos de Maomé que motivaram a ira do mundo árabe.
Barreiras de segurança foram formadas diante da sede do jornal em Aubervilliers (Seine-Saint-Denis). O Partido Socialista condenou ''com veemência'' a demissão do presidente e diretor da publicação France Soir.
Na noite de quarta-feira, em comunicado da Montaigne Press, Lakah afastou Jacques Lefranc de sua função de presidente e diretor da publicação ''em sinal de respeito às crenças religiosas e convicções íntimas de cada indivíduo''. Ele encarregou Eric Fauveau, atual diretor-geral, das funções de diretor interino. Lefranc contestou ontem a decisão, questionando sua validade.
Os funcionários do France Soir votaram ontem em assembléia geral moção ''exigindo a permanência'' de Jacques Lefranc, demitido ''arbitrariamente'', segundo eles. Alguns interpretaram a decisão de Lakah, homem de negócios em diversas áreas, da aviação à imprensa, como ''um gesto simbólico e uma forte mensagem a todos os países muçulmanos''.

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