Delegação síria negocia compra de caças em Moscou
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
Diogo Bercito<br> Folhapress 
Jerusalém, Israel - Enquanto a comunidade internacional pressiona a Rússia para que não venda mísseis antiaéreos à Síria, uma delegação vinda de Damasco está em Moscou para negociar a compra de ao menos dez caças russos.
As informações foram divulgadas ontem pela agência Interfax, que cita uma fonte militar russa a respeito dos termos de venda dos aviões Mig-29 ao regime de Bashar Al Assad.
O ditador falou na quinta à televisão libanesa Al-Manar, controlada pelo grupo extremista Hezbollah. Era esperado, de acordo com o próprio canal, que Assad confirmasse a chegada de um carregamento de mísseis antiaéreos tipo S-300. No entanto, ele se esquivou da pergunta, afirmando somente que contratos com a Rússia estão sendo cumpridos.
Conforme informações obtidas também pela Interfax, a Rússia não deve entregar uma remessa de S-300 à Síria antes de setembro.
A ansiedade em relação ao S-300 se dá porque esses mísseis, uma vez em posse do regime sírio, dificultariam intervenções externas na Síria. O mísseis S-300 podem interceptar aeronaves tripuladas e mísseis teleguiados.
Israel, no começo do mês, atacou posições próximas a Damasco, de acordo com governos ocidentais, e o governo israelense já sinalizou que, no caso de os mísseis S-300 chegarem à Síria, o país tomará providências para que não sejam colocados em operação.
A mídia russa relatava ontem, porém, que o carregamento de S-300 só chegaria a Damasco no início de 2014, contrariando os boatos de que já foi entregue.
Os governos de EUA e Alemanha pressionaram a Rússia para que não venda o sistema antiaéreo de defesa à Síria. John Kerry, secretário de Estado americano, afirmou que a venda de mísseis S-300 teria "impacto profundamente negativo". O chanceler alemão, Guido Westerwelle, por sua vez, pediu que Moscou não dificulte as negociações para encerrar o conflito sírio.


