Delator é condenado a prisão domiciliar
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
<br> Folhapress 
São Paulo - Um tribunal de Israel ordenou ontem que o dissidente Mordechai Vanunu, técnico nuclear que revelou o programa militar atômico israelense na década de 1980, permaneça sob prisão domiciliar após quebrar o acordo de liberdade condicional e falar com estrangeiros. A decisão foi tomada depois que a polícia o deteve ontem em um hotel de Jerusalém Oriental durante um encontro com vários estrangeiros.
Segundo o advogado Avigdor Feldman, defensor do técnico, a detenção ocorreu devido às relações sentimentais do cliente com uma norueguesa, interrogada pela polícia e cuja identidade não foi revelada.
O israelense cumpriu 18 anos de detenção por ter entregue dados confidenciais do programa nuclear israelense e fotografias do centro de pesquisa nuclear de Dimona, deserto do Negev, ao jornal britânico ''Sunday Times'', em 1986. Na época, ele trabalhava como técnico. Foi com base nas informações de Vanunu que especialistas concluíram que Israel tinha o sexto maior arsenal nuclear do mundo.
Israel não confirma e nem nega possuir o único arsenal atômico do Oriente Médio. Depois da denúncia, Vanunu fugiu. Ele foi preso na Itália, depois de ser seduzido por uma agente dos serviços secretos israelenses no exterior (Mossad). Libertado, Vanunu ficou proibido de viajar para o exterior e de conversar com estrangeiros. Essas restrições foram condenadas por grupos de defesa dos direitos humanos.


