QuitoO ex-coronel golpista Lucio Gutiérrez e o milionário empresário bananeiro Álvaro Noboa se enfrentarão em um segundo turno nas eleições presidenciais do Equador, segundo os resultados preliminares de uma jornada eleitoral na qual dominou o voto de protesto para os partidos tradicionais. O apertado resultado das eleições presidenciais de domingo causou surpresa no país.
Gutiérrez, do Movimento Sociedade Patriótica 21 de Janeiro, obteve 19,96 por cento dos votos, seguido de perto por Noboa, do Partido Renovador Institucional Ação Nacional (Prian), com 17,5 por cento.
Ambos os partidos são novos no Equador e deslocaram ao ex-vice-presidente socialista León Roldós (15,64 por cento) e o ex-presidente social-democrata Rodrigo Borja (14,11) ao terceiro e quarto lugar, respectivamente.
O ex-coronel Gutiérrez, a quem se chama o ''Chávez equatoriano'', protagonizou em 21 de janeiro de 2000 um golpe de Estado de militares e indígenas que derrocou ao presidente democrata-cristão Jamil Mahuad, no meio de uma grave crise econômica.
Em sua primeira reação depois de saber ser ganhador no primeiro turno, Gutiérrez, vestido como é tradicional nele de verde militar, assegurou conciliatório que se chega a ser presidente ''não dividirá'' o país.
O multimilionário empresário Alvaro Noboa, dono de mais de cem empresas e um dos homens mais ricos do país, advertiu que agora o povo equatoriano terá que preferir entre o ''comunismo'' representado por Gutiérrez ou a ''empresa privada'' que ele encarna.

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