Definida data para discutir questão nuclear
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Agência Estado 
Bruxelas - O Irã e as principais potências mundiais (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha) vão se reunir no mês que vem, pela primeira vez em mais de um ano, numa tentativa de reduzir as tensões sobre a recusa de Teerã em conter suas atividades nucleares. Mas o Irã advertiu Israel e os Estados Unidos de que está pronto para se defender caso esses países lançarem um ataque militar contra suas instalações atômicas.
Esses dois assuntos estabeleceram o tom da abertura, ontem, da conferência geral dos 150 países que compõem a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O encontro acontece em Viena.
Na Bélgica, o chefe de política externa da União Europeia (UE), Javier Solana, anunciou a prontidão do Irã em seguir a oferta feita na semana passada pela seis potências. A reunião, marcada para o dia 1º de outubro, pode ser a base das negociações com o objetivo de reduzir as tensões sobre a recusa da república islâmica em congelar o enriquecimento de urânio e prestar atenção em outras exigências do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
O encontro será entre Solana e o negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili. Mas a porta-voz de Solana, Cristina Gallach, disse que representantes dos Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha devem estar presentes durante as conversações.
O secretário de energia dos Estados Unidos, Steven Chu, que está em Viena para a conferência da AIEA, confirmou que seu país vai enviar um representante. Este é um importante passo inicial, disse ele.
Gallach fez advertências sobre expectativas exageradas, levando-se em conta a ampla divisão entre Teerã e os seis países não apenas no que diz respeito a questões nucleares. A reunião em si é um passo positivo, mas o quão positivo ainda é uma incógnita, disse ela.
As conversações serão a primeira vez, em mais de um ano, que os seis países vão se reunir com o Irã.
O Irã continua formalmente recusando-se a discutir a questão nuclear. Mas os Estados Unidos e seus parceiros decidiram, na semana passada, conversar com Teerã na expectativa de que as negociações possam evoluir e englobar o enriquecimento de urânio e assuntos relacionados.
Israel e os Estados Unidos advertiram que poderiam usar a força como último recurso se o Irã continuar a desafiar o Conselho de Segurança. Nesta segunda-feira, o chefe nuclear iraniano Ali Akhbar Salehi disse aos delegados que seu país está pronto para se defender militarmente.


