Bogotá - O governo colombiano e os paramilitares, que nos últimos dias haviam admitido estar no pior momento dentro de um processo de paz iniciado no ano passado, chegaram a um acordo, através do qual os chefes das Autodefesas Unidas da Colômbia vão se concentrar numa zona ao norte do país sob acompanhamento da OEA.
Um acordo histórico foi assinado quinta-feira entre o governo da Colômbia e o estado-maior dos paramilitares em Tierralta (norte da Colômbia), prevendo a desmobilização de 14 líderes destas milícias de extrema-direita, e sua concentração no norte da Colômbia, numa etapa anterior à rendição de seus cerca de 20.000 homens.
Pelo acordo, os chefes paramilitares se concentrarão por um prazo de seis meses, prorrogáveis, em 368 km2 de terras no departamento de Córdoba, norte, no município de Tierralta, no mesmo local onde foi assinado o pacto quinta-feira entre 10 chefes da guerrilha Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) e o Alto comissário colombiano para a Paz, Luis Carlos Restrepo.
O acordo marca um avanço dentro do processo de paz que estava em plena crise, uma vez que, justamente, uma das exigências do governo era a concentração dos paramilitares.

mockup