Defesa vai tentar último recurso contra fuzilamento
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sexta-feira, 24 de abril de 2015
Folhapress 
São Paulo A defesa de Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42, entrará nesta segunda-feira com um outro recurso para evitar que o paranaense seja executado na Indonésia. Ele foi condenado à morte em 2005 por tráfico de drogas. Em sinal de que a data das execuções está próxima, a Indonésia convocou representantes de embaixadas estrangeiras com cidadãos condenados à morte para que compareçam hoje ao complexo de prisões de Nusakambangan, em Cilacap (a 400 km da capital Jacarta). Por lei, o governo da Indonésia só é obrigado a informar o prisioneiro sobre a execução com 72 horas de antecedência foi assim com o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53, executado em janeiro.
Ricky Gunawan, advogado de Rodrigo, entrou com recurso na última quarta-feira para que o curitibano ficasse sob guarda da prima, Angelita Muxfeldt. Nesta segunda, ele entrará com novo recurso, desta vez sob o argumento de que o paranaense sofre de esquizofrenia e que, por isso, não pode ser executado; na Indonésia, a condenação se dá por fuzilamento. "Isso significa que há processo legal em andamento e a Procuradoria [órgão responsável pelas execuções] deveria respeitar isso. Há um outro cidadão indonésio esperando julgamento de recurso. Chamar todas as embaixadas a Cilacap significa que a Procuradoria e a Suprema Corte têm acertado que o recurso desse cidadão indonésio será rejeitado. A Procuradoria deveria esperar até a decisão da Suprema Corte ser oficializada para então tomar providências [de levar adiante a execução]", disse Gunawan. Segundo ele, a situação é "chocante e angustiante". A mãe de Rodrigo Gularte, Clarisse Muxfeldt, está no Brasil e ainda não decidiu se viaja ou não para a Indonésia.


