Defesa sérvia dá sinais de esgotamento
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segunda-feira, 26 de abril de 1999
Associated Press 
A aviação da Organização do Atlântico Norte (Otan) destruiu na madrugada de ontem a última ponte sobre o Danúbio que ligava Belgrado à Europa Central e anunciou que os helicópteros americanos antitanque Apache enviados à Albânia estão prontos para unir-se aos ataques contra a Iugoslávia.
O Pentágono ordenou o envio de mais 30 aviões de reabastecimento da Força Aérea para os Bálcãs no fim de semana (primeiro grupo do reforço previsto de 300), o que elevará para 650 o total de aviões militares americanos na Operação Força Aliada e deverá forçar a convocação de 33 mil reservistas. Os EUA já têm 5,3 mil militares na Albânia, principalmente para cuidar dos Apaches.
A ponte ferroviária Zezeljev, na cidade de Novi Sad, tinha 466 metros de extensão e já fora alvo de ataques da Otan. A Zezeljev era a última que restara das três travessias sobre o Danúbio em Novi Sad. Belgrado dependia dessa ponte para a ligação por terra entre outros destinos, com Budapeste.
Na 33ª noite de bombardeios contra a Iugoslávia para tentar forçar Belgrado a pôr fim à limpeza étnica em Kosovo e conceder autonomia a essa região de maioria albanesa, a aliança atlântica também atacou o aeroporto de Pristina, capital kosovar assim como tanques e unidades de artilharia.
Segundo a agência iugoslava Tanjug, pelo menos 17 pessoas - incluindo um bebê de 11 meses e seu pai - morreram nos ataques da noite de ontem na área de Kursumiljia, no sudeste da Sérvia.
Um comandante do grupo guerrilheiro Exército de Libertação de Kosovo (ELK), Ramush Hajredina, afirmou que os bombardeios da Otan já causaram enormes danos às tropas sérvias.
Oficiais ocidentais disseram que há sinais de que a campanha aérea está conseguindo desmoralizar a resistência sérvia. Os termos dos aliados para a paz incluem uma força de manutenção da paz, o fim das atrocidades, autonomia para Kosovo e o retorno de todos os refugiados albaneses étnicos.
Reforçando as versões sobre o suposto desespero das forças sérvias, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) informou ter novos relatos do uso de civis como escudos humanos em Kosovo.
Numa decisão que pode diminuir o drama da população de Kosovo, o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, deu à Cruz Vermelha Internacional garantias de segurança para que ela retome seu trabalho na província.


