São Paulo – A defesa do paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42, entrou ontem com novo recurso para tentar evitar a execução dele, que foi condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas. Desta vez, a estratégia é diferente: em vez de limitar-se a requerer que Rodrigo não seja executado, os advogados pediram à Justiça de Cilacap (a 400 km de Jacarta) que considerem o brasileiro mentalmente incapaz e deleguem a guarda dele à tia, Angelita Muxfeldt, que está na cidade indonésia desde fevereiro. Gularte tem esquizofrenia, diagnosticada em dois laudos diferentes – mas a Procuradoria da Indonésia, responsável pelas execuções, não reconhece a doença e mantém o brasileiro na lista de próximos executados.
Ainda não há data prevista para as execuções, que ocorrem por fuzilamento. "A intenção do recurso é proteger os direitos e obrigações de Rodrigo Gularte, assim como obter uma base mais forte para substanciar que ele é mentalmente incapaz e perdeu sua capacidade legal", informou, em nota, o grupo de advogados que defende o curitibano. Uma eventual decisão favorável a Gularte, argumenta a defesa, ajudaria a provar judicialmente à Procuradoria-Geral da Indonésia que o brasileiro é de fato doente.

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