Nova York - O Exército americano poderá ter seu tamanho reduzido, em 2015, a níveis de antes da Segunda Guerra mundial. Em um projeto do Orçamento para o Departamento de Defesa, o secretário da pasta, Chuck Hagel, propõe diminuir o número de militares de 490 mil para até 440 mil - o menor desde 1940 e o equivalente a cerca de três quartos do efetivo de 570 mil soldados registrado após os ataques do 11 de Setembro.
O Orçamento menor, que entraria em vigor a partir de outubro, é reflexo da meta do presidente Barack Obama de pôr fim às guerras prolongadas do país em seu governo. A previsão é de que as tropas americanas sejam retiradas do Afeganistão neste ano.
Mas os cortes também refletem uma tendência geral de reduzir os gastos com algumas pastas para investir mais em outras. Segundo a imprensa americana, na proposta do Orçamento para 2015 que será encaminhada no começo de março ao Congresso, Obama vai prever mais gastos com educação e capacitação para o mercado de trabalho.
Segundo funcionários da Defesa ouvidos pelo "New York Times", o enxugamento do Exército ainda garantiria uma força militar "capaz de derrotar qualquer adversário", mas não para manter por períodos extensos ocupações em outros países.
"Você sempre tem que estar com sua instituição preparada, mas não se pode ter um Departamento de Defesa do tamanho necessário para uma grande guerra quando não se tem uma grande guerra", disse um alto funcionário do Pentágono.
Fontes da Defesa reconhecem que os cortes podem colocar em risco as Forças Armadas se os EUA assumirem novamente duas grandes ações militares ao mesmo tempo, ou mesmo podem servir como um estímulo para adversários "se aventurarem".
Além da redução do efetivo, o projeto prevê acabar com a frota dos antigos aviões de ataque A-10, desenvolvidos na década de 1970 para destruir tanques soviéticos no caso de uma invasão de países da Europa ocidental.

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