Defesa diz que Assange não teria julgamento justo na Suécia
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terça-feira, 08 de fevereiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - A defesa do fundador do site de vazamentos WikiLeaks, Julian Assange, pediu ontem a um juiz britânico que vete sua extradição para a Suécia, onde alega que não obteria um julgamento justo e poderia acabar enfrentando a pena de morte nos Estados Unidos.
O australiano foi acusado de agressão sexual por duas mulheres do país escandinavo com as quais manteve relações sexuais durante uma estadia em Estocolmo no mês de agosto do ano passado. As duas mulheres o acusam, entre outras coisas, de havê-las forçado a manter relações sexuais sem preservativo. Ele afirma que as relações foram consensuais.
Assange está atualmente em liberdade assistida, após pagar fiança. Desde então, vive em Ellingham Hall, na mansão de um amigo. O advogado de Assange, Geoffrey Robertson, disse ao tribunal que Assange não teria um julgamento justo na Suécia, pois casos de estupro geralmente são julgados em sessões fechadas.


