Defesa de Pinochet tem 15 dias para definir estratégia
France Presse
De Londres
Os advogados de Augusto Pinochet têm 15 dias para optar entre um novo recurso ou um pedido de libertação por razões médicas, após seu novo fracasso ante a Justiça britânica, que anteontem autorizou a extradição do ex-ditador para a Espanha.
O governo chileno advertiu que continuará invocando razões humanitárias ante o executivo britânico para que aceite o imediato retorno do general ao Chile.
Tal solicitação, transmitida pelos advogados do general de 83 anos ao ministro britânico do Interior, Jack Straw, permitiria ganhar tempo. Entretanto, o recurso abre um processo longo e de resultado incerto.
Ao mesmo tempo, os partidários do general Pinochet estão também conscientes de que em cada etapa judicial se estreita o cerco em torno do ex-ditador.
Reagindo à sentença do juiz britânico Ronald Bartle, acatando o pedido da Justiça espanhola para extraditá-lo, Augusto Pinochet disse em Londres já não crer na possibilidade de retornar ao Chile e acredita que morrerá na Grã-Bretanha.
Por sua vez, o jornal colombiano El Tiempo, num editorial, escreveu que, em um sentido mais amplo, (essa decisão) é o passo mais sério já dado em meio século para acabar com a impunidade daqueles que usam o poder para agir contra a humanidade.
Este é o episódio de uma luta que os defensores das garantias fundamentais travam há mais de meio século para tornar realidade os postulados da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pelas Nações Unidas em 1948, assinalou El Tiempo.





