De acordo com Trump, fortalecimento do controle das fronteiras será mantido: "Nosso país não será invadido por pessoas que não deveriam estar aqui"
De acordo com Trump, fortalecimento do controle das fronteiras será mantido: "Nosso país não será invadido por pessoas que não deveriam estar aqui" | Foto: Win McNamee/Getty Images/AFP


Washington - Após dias de controvérsia e críticas, o presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (20) que irá acabar com a separação de famílias na fronteira, que afastou pelo menos 2.000 crianças imigrantes de seus pais desde abril. O mandatário assinou uma ordem executiva, uma espécie de decreto presidencial, para manter as famílias unidas. O documento determina que elas fiquem em um mesmo centro de detenção, o que pode gerar contestação legal sobre a decisão.

O presidente americano disse que a separação de pais e crianças foi efeito colateral indesejado da política de tolerância zero contra a entrada de imigrantes ilegais nos EUA. Ele reiterou, no entanto, que será mantida a orientação de processar criminalmente os ilegais. "Trata-se de manter as famílias unidas ao mesmo tempo em que temos uma fronteira muito forte, muito poderosa", disse o republicano, após a assinatura.

Ele afirmou não ter gostado das cenas de separação das famílias repetidas continuamente pela mídia dos EUA nos últimos dias - para Trump, qualquer pessoa "com coração" reagiria de forma parecida.
Na manhã desta quarta-feira (20), o republicano já havia falado que o governo pretendia manter as famílias unidas, mas que era preciso fortalecer as fronteiras. "Temos que manter a linha-dura. Nosso país não será invadido por pessoas que não deveriam estar aqui."

A divulgação das histórias de crianças separadas dos pais e a difusão de imagens de adolescentes em centros de detenção que mais parecem jaulas criaram uma crise de grandes proporções para Trump e os congressistas republicanos.

Segundo a agência de notícias Associated Press, a primeira-dama Melania Trump teve papel importante nessa mudança de rota. Ela teria deixado claro para o mandatário, já há algum tempo, que era necessário tomar medidas para que as famílias continuassem juntas - fosse por meio de uma ação do presidente, fosse via Congresso.

Imigrantes que cruzam a fronteira dos EUA com seus filhos têm sido separados com mais intensidade desde abril, quando o governo Trump anunciou a tal política de tolerância zero contra a travessia ilegal. Pelas novas práticas, os pais são processados criminalmente, o que não ocorria antes, e enviados a presídios federais. Já as crianças, que não podem ficar nesses estabelecimentos, vão parar em abrigos mantidos pelo governo.

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