São Paulo- O principal grupo rebelde da Libéria que luta contra o presidente Taylor, os Liberianos Unidos pela Reconciliação e a Democracia (Lurd), decretaram ontem um cessar-fogo imediato para evitar uma ''catástrofe humanitária' na Monróvia, afirmou um comunicado.
Ontem, o presidente norte-americano, George W. Bush, pediu ao chefe de Estado da Libéria, Charles Taylor, para abandonar o poder. O anúncio foi feito depois que fontes oficiais liberianas confirmaram a morte de centenas de civis nos confrontos em Monróvia, capital do país.
O ministro da Saúde da Libéria, Peter Coleman, informou que os confrontos em Monróvia entre o Exército e os rebeldes do movimento Liberianos Unidos para a Reconciliação e Democracia (Lurd) provocaram em dois dias a morte de 200 a 300 civis e feriram mais de mil, acrescentando que os necrotérios em Monróvia já estão lotados.
Soldados do Exército percorrem as ruas da capital em viaturas particulares para recolher corpos, operando sob fogo cruzado, enquanto milhares de liberianos procuram refúgio em locais próximos à bem protegida Embaixada dos Estados Unidos em Monróvia.
Taylor poderia cumprir o seu mandato até o fim, em janeiro de 2004. Os rebeldes, que controlam dois terços do país e neste mês se aproximaram de Monróvia, exigem que Taylor saia antes. O país está em guerra civil há três anos.
Taylor, um líder rebelde que se tornou presidente, é acusado de fornecer armas e de manter laços com a Frente Unida Revolucionária de Serra Leoa, acusada por assassinatos, estupros e mutilações de dezenas de milhares de civis nos anos 1990, enquanto lutava pelo controle das minas de diamante do país.

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