Declarações do Vaticano são da Idade Média, diz Chequer
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quinta-feira, 02 de dezembro de 2004
Lígia Formenti<br> Agência Estado 
Brasília - O coordenador do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)-Aids, Pedro Chequer, considera que as declarações feitas terça-feira pela Igreja sobre a epidemia são dignas da Idade Média. O Vaticano definiu a aids como uma 'patologia do espírito'. ''Ao colocar a doença como um problema da alma, o Vaticano toma uma atitude típica da Idade Média, quando doenças eram consideradas obra do demônio, do pecado. Algo de se estranhar, pois no Vaticano também existem cientistas'', afirmou o coordenador.
Num pronunciamento feito terça-feira, o cardeal mexicano Javier Lozano Barragan, definiu a aids como uma imunodeficiência dos valores morais e pregou a educação, a abstinência e o maior acesso a medicamentos no combate à doença. Para Chequer, tais afirmações são altamente discriminatórias. Ele observou, no entanto, que Igrejas nacionais adotam postura diferente da que foi apregoada ontem pelo Vaticano.
''Vemos trabalhos importantes tanto na área de prevenção quanto na assistência ao tratamento de pacientes com HIV'', disse Chequer. Ele observou que a Igreja brasileira tem um trabalho considerado importante nesta área reconhecido pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids -UNAIDS.


