São Paulo - Embora tenha reunido ontem, em Teerã, dezenas de milhares de manifestantes em favor de suas ameaças verbais, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, estava ontem internacionalmente isolado por ter afirmado, na quarta-feira, que Israel deveria ser ''apagado do mapa''.
Ele foi criticado pela China e pela Venezuela, dois de seus tradicionais aliados. A Rússia, que mantém relações amistosas com o país islâmico, já o havia criticado na quinta-feira.
Israel propôs a convocação de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para tratar da questão. ''Decidimos partir para uma grande ofensiva diplomática'', disse Silvan Shalom, chanceler israelense. O CS condenou a declaração de Ahmadinejad.
A Embaixada do Irã em Moscou tentou minimizar o alcance da afirmação de Ahmadinejad. Segundo nota divulgada, o presidente iraniano ''não teve nenhuma intenção de, por meio de palavras ácidas, engajar-se num conflito''. Para a embaixada, Ahmadinejad deseja que eleições nos ''territórios ocupados'' permitam uma convivência pacífica entre cristãos, judeus e muçulmanos.
O governo russo havia alertado Teerã sobre ''o perigo de afirmações conflituosas'' e apelado para que o Irã desse demonstração de ''visão e pragmatismo''.

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