Declaração de
Hillary aborrece
judeus nos EUA
France Presse
As autoridades judias norte-americanas e alguns legisladores da região de Nova York, onde vivem cerca de 1,3 milhão de judeus, demonstraram irritação depois que a primeira dama norte-americana, Hillary Clinton, defendeu ontem a criação de um Estado palestino.
Esta declaração é ‘‘particularmente preocupante neste preciso momento’’, comentou Malcolm Hoenlein, representante da Conferência de Presidentes das principais organizações judias norte-americanas, que agrupa umas 50 entidades de todas as tendências.
‘‘Hillary provoca a ira de Israel: fica do lado de Arafat sobre a criação de um Estado palestino’’, foi o título da primeira página de ontem do tablóide New York Post. O rabino Joseph Spielman, um dos líderes da comunidade judia no Broocklyn, classificou o comentário de ‘‘totalmente grotesco’’, adiantando que a declaração da primeira dama ‘‘pode ser prejudicial’’ às reuniões que israelenses e palestinos estão mantendo em um ‘‘momento crucial’’.
A Casa Branca afirmou que os comentários de Hillary foram feitos a título pessoal e não representam a política norte-americana.

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