Com a divulgação pública do iminente acordo para suspender a imunidade de Augusto Pinochet, termina hoje a incerteza sobre o futuro judicial do ex-ditador e cinco meses de luta nos tribunais para rejeitar ou facilitar seu julgamento.
Mas o possível julgamento de Pinochet não levará à sua detenção, como ocorreu com outros generais da reserva, e sua condenação é ainda mais improvável.
O advogado Eduardo Contreras, um dos oito acusadores que pediram a suspensão de sua imunidade, disse que o processo contra Pinochet, de 84 anos e com sua saúde abalada, poderia demorar até oito anos.
Informações vazadas para a imprensa indicam que a decisão a ser divulgada hoje é a da suspensão da imunidade parlamentar de Pinochet como senador vitalício, a fim de que possa ser julgado como responsável pelo sequestro de 19 dos 75 presos políticos submetidos a julgamento sumário por uma caravana militar, em outubro de 1973 – a chamda ‘‘caravana da morte’’.
A instância judicial anterior, a Corte de Apelações, já concedeu a suspensão da imunidade do general por 11 votos a 9. E a defesa do ex-governante parece confirmar os vazamentos ao comentar de que forma deverá encarar o julgamento.

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