A decisão da Opep não pôs fim às manifestações contra as altas dos combustíveis na Grã-Bretanha e na Bélgica. Os trabalhadores de transportes britânicos e os agricultores continuaram ontem seus protestos mantendo os bloqueios em refinarias e depósitos em diversas partes do país e, segundo os organizadores do movimento, estavam previstos também bloqueios em algumas rodovias.
Numa primeira reação aos protestos, que começaram na sexta-feira, o secretário do Tesouro inglês, Gordon Brown, descartou o corte de impostos dos combustíveis.
Também na Bélgica, um comboio de cerca de 300 caminhões, táxis e ônibus mantinham o bloqueio às principais ruas de Bruxelas pedindo ao governo que reduza os impostos sobre os carburantes.
Já na França, os bloqueios às refinarias e distribuidoras de combustíveis – organizados pelos caminhoneiros, com a adesão posterior dos taxistas e agricultores – foram levantados ontem, depois de seis dias: o país ficou praticamente refém das manifestações contra as altas taxas cobradas sobre a gasolina e derivados.
O Ministério do Interior anunciou o fim dos protestos: ‘‘Os tanques podem restabelecer as entregas de combustíveis’’, disse o porta-voz do Ministério, Pierre Navaro. O Ministério deu autorização aos veículos pesados para trafegar pelo país ontem quando normalmente o trânsito desse tipo de veículo é proibido.

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