Jerusalém, Israel - A decisão de não divulgar as últimas fotos de Osama bin Laden é um risco calculado assumido pelo presidente Barack Obama, que considerou mais importante privar os extremistas de uma arma de incitação do que responder aos céticos e adeptos de teorias conspiratórias.
Para Avishai Margalit, um dos mais importantes filósofos israelenses, a morte de Bin Laden não muda o fato de que a sua imagem já havia sido imortalizada como um ícone antiestablishment.''As imagens de Bin Laden são superdivulgadas e lembram as de Che Guevara. Ambos têm o mesmo ar de desafio que exerce tanta atração'', diz. ''Como símbolo, Guevara tornou-se mais importante morto do que vivo. O futuro dirá se o mesmo se repetirá com Bin Laden.''
Com a experiência de ter vivido dilemas semelhantes, o ex-porta-voz do Exército israelense Nachman Shai acha que o presidente Obama tomou a decisão correta.''A credibilidade da operação é menos importante do que o risco de provocar reações de ódio com imagens repulsivas'', diz Shai, deputado trabalhista. ''Não é preciso provar a morte de Bin Laden. Se estivesse vivo, ele já teria dado um sinal.''

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