Paris A decisão iraquiana de aceitar a resolução da ONU sobre seu desarmamento foi bem recebida por Moscou e pelos países árabes. Os Estados Unidos, por sua vez, expressaram seu desejo de que as palavrass do Iraque se traduzam em atos. Segundo Washington, o Iraque deve agora transformar suas palavras em ações. ''Lembro que já ouvimos isso por parte de Saddam Hussein e seu regime, e agora devemos ver ações da parte dele'', declarou o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan. Sem fazer comentários sobre a decisão anunciada por Bagdá, o presidente George W. Bush afirmou que o mundo espera que o Iraque ''se desarme pelo bem da paz''.
Annan Agora o mais importante é ver o que acontece nesse país, destacou o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. ''Acho que a questão não é o acordo. O que conta é o desempenho em campo, é permitir que os inspetores entrem, é colaborar com eles'', afirmou Annan.
Países árabes No Cairo, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, parabenizou a aceitação iraquiana e enfatizou que era vital que os inspetores realizassem sua missão ''com neutralidade''.
O sim do Iraque foi recebido com satisfação no Golfo Pérsico, onde Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait expressaram seu desejo de que Bagdá coopere plenamente com os inspetores da ONU.
No Kuwait, o ministro das Relações Exteriores, xeque Sabá Al-Ahmed Al-Sabá, estimou que Saddam Hussein ''protegeu seu povo e afastou o espectro da guerra''.
Bom para a paz Vários países destacaram que a decisão do Iraque dava uma nova oportunidade à paz. Os presidentes da Síria, Bachar Al-Assad, e da França, Jacques Chirac, afirmaram, em conversa telefônica, que o gesto iraquiano ''afastou o fantasma da guerra''.
O ministro russo das Relações Exteriors, Igor Ivanov, cujo governo se opõe ao uso da força contra o Iraque, declarou que a decisão de Bagdá abriu o caminho para uma solução pacífica.
''O respeito total da resolução 1441 deve conduzir progressivamente a uma solução completa da situação no Iraque, incluindo a suspensão das sanções'', afirmou Ivanov.
A França espera ''a cooperação plena e total do Iraque com as Nações Unidas'', afirmou seu chanceler, Dominique de Villepin.
Para o ministro das Relações Exteriores alemão, Joschka Fischer, ''se é mesmo uma declaração de aprovação por parte do governo iraquiano em relação às decisões do Conselho de Segurança, então isso é um passo importante e decisivo''.
Irã cumprimenta O governo iraniano parabenizou Bagdá pela decisão de aceitar sem reservas a resolução 1441 do Conselho de Segurança da ONU, declarou ontem à AFP o porta-voz do governo iraniano, Abdolá Ramezanzadé.
''A decisão do governo iraquiano é um passo a frente para reduzir a tensão na região e no mundo'', acrescentou. ''A República islâmica do Irã acolhe favoravelmente esta decisão'' e aconselha o Iraque a ''escutar os conselhos da comunidade internacional e a cooperar'' com a ONU, disse. Teerã pediu sempre a Bagdá que aceitasse as resoluções da ONU, ao mesmo tempo que era contra um ataque unilateral dos Estados Unidos ao seu vizinho.

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