Decisão de Netanyahu não agrada a ninguém
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sexta-feira, 07 de março de 1997
Reuter 
JERUSALÉM - O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi duramente criticado ontem tanto por líderes da OLP quanto por falcões judeus pela decisão de retirar as tropas de Israel de outras partes da Cisjordânia - o que daria à Autoridade Palestina controle sobre 9% da região.
Palestinos acusaram Israel de estar matando o processo de paz com sua decisão de entregar apenas uma fração adicional da Cisjordânia. A amplitude da retirada - decretada por Israel sem negociações com os palestinos - foi considerada pela OLP como insuficiente e em violação aos acordos de paz.
Vários falcões israelenses ameaçaram abandonar a coalizão de Netanyahu por causa da iniciativa, aprovada por uma estreita margem de 10 a 7 numa reunião ministerial que varou a madrugada. Netanyahu respondeu com uma ameaça velada de buscar outros parceiros, mais moderados, se seu governo for abalado.
Falando ao Canal 2 da televisão israelense, Netanyahu defendeu a retirada como sendo equilibrada.
Pela decisão ministerial, dois por cento da Cisjordânia - território hoje sob pleno controle de Israel - serão entregues junto com sete por cento já sob administração conjunta israelense-palestina.
Israel já entregou completamente três por cento da Cisjordânia à OLP desde um acordo de paz de 1993, incluindo oito grandes cidades árabes.
Numa entrevista coletiva, Netanyahu afirmou sobre os opositores direitistas: Talvez existam pessoas que queiram explodir o processo (de paz). Mas ele disse que a decisão foi um endosso ao processo de paz. Os palestinos contestaram veementemente.
O que o governo israelense está fazendo com sua decisão é matar o processo de paz, afirmou o oficial da OLP Ahmed Korei, que negociou o amplo acordo de paz de 1993 com Israel.
Perguntado pela Rádio de Israel se ele apoiava a suspensão das negociações, Korei disse: Sem dúvida nenhuma.
O presidente palestino Yasser Arafat condenou a decisão a repórteres em Gaza: Esta é uma grande operação fraude.


