Berlim O chanceler social-democrata alemão Gerhard Schroeder e seu adversário conservador Edmund Stoiber, nas eleições legislativas de 22 de setembro, se enfrentaram ontem à noite no segundo e último duelo eleitoral transmitido pela TV.
Duas semanas após o primeiro debate televisado da história eleitoral alemã, os dois homens disputam palmo a palmo os votos. As pesquisas dão 38% das intenções de voto ao Partido Social-Democrata (SPD) e 38/39% para a democracia-cristã (CDU-CSU).
O SPD voltou a subir nas preferências graças à gestão de seu líder durante as inundações e em virtude da sua oposição a um ataque contra o Iraque, que encontra o apoio de uma população mais pacifista após dois conflitos mundiais e os 45 anos da Guerra Fria.
Ao final do debate, duas primeiras pesquisas deram uma nítida vantagem ao social-democrata: 49/50% dos telespectadores ouvidos o consideraram ''mais convincente'' contra 26/28% em favor de seu adversário.
Diante das duas apresentadoras das redes públicas ARD e ZDF, Sabine Christiansen e Maybrit Illner, os dois candidatos protagonizaram um debate morno, com poucos ataques diretos. O bávaro Edmund Stoiber falou sobre o desemprego, lembrando com ironia que o chanceler ''fracassou'' neste campo. Gerhard Schroeder replicou que o desemprego elevado na Alemanha era consequência do peso da reunificação alemã e da crise econômica mundial. ''Em agosto, foi na Baviera, Estado regional onde o senhor é o ministro-presidente, que o desemprego aumentou mais''.
O outro grande assunto abordado foi a ameaça de um ataque americano contra o Iraque, ao qual Gerhard Schroeder se opõe, mesmo em caso de uma aprovação pela ONU. Edmund Stoiber, que também é contra uma ação unilateral dos Estados Unidos, absteve-se de uma resposta clara.

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