O complô para assassinar o presidente cubano Fidel Castro, denunciado por ele mesmo, o Plano Colômbia, ETA e principalmente o bate-boca entre Fidel e seu colega salvadorenho Francisco Flores, transmitido diretamente pela televisão, obscureceram o debate sobre a infância na X Cúpula Ibero-americana do Panamá, encerrada no sábado.
A discussão entre Castro e Flores incluiu acusações mútuas de terrorismo e concluiu com um apelo da presidenta panamenha Mireya Moscoso, para ‘‘ver quê propostas podemos levar às crianças de cada país?’’.
A ‘‘Declaração do Panamᒒ subscrita depois pelos dirigentes assistentes – em sua maioria chefes de Estado e de governo, com a notável ausência do peruano Alberto Fujimori –, contempla aspectos que as organizações de defesa da infância consideravam prioritários.
No texto, entre outros, os firmantes se comprometem a ‘‘reconhecer que as principais causas da entrada precoce ao mercado de trabalho e sua permanência nas ruas são a pobreza, a extrema pobreza, a desigualdade na distribuição de renda, a exclusão social e a violência dentro da própria família’’.
A Declaração fixou o ano de 2010 como limite ‘‘para diminuir a mortalidade materna a 50%’’ através do acesso ‘‘aos serviços de saúde’’.
Exige ainda que se assegure ‘‘o exercício do direito dos meninos e das meninas ao registro de nascimento.
Os firmantes se comprometem a ‘‘impulsionar políticas e programas nacionais que promovam o desenvolvimento com equidade e justiça social’’.
No entanto, as estrelas da reunião panamenha, os chefes de estado e de governo, foram requeridos essencialmente para assuntos como o controvertido Plano Colômbia, para a eliminação dos cultivos de narcóticos, a negativa cubana de firmar um anexo que condena a organização armada basca ETA, ou os últimos acontecimentos no Peru. Igualmente, a existência de um plano para assassinar Fidel Castro, anunciado pelo próprio presidente cubano, foi o centro das atenções.

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