Debate sobre infância fica em segundo plano
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segunda-feira, 20 de novembro de 2000
France Presse Cidade do Panamá 
O complô para assassinar o presidente cubano Fidel Castro, denunciado por ele mesmo, o Plano Colômbia, ETA e principalmente o bate-boca entre Fidel e seu colega salvadorenho Francisco Flores, transmitido diretamente pela televisão, obscureceram o debate sobre a infância na X Cúpula Ibero-americana do Panamá, encerrada no sábado.
A discussão entre Castro e Flores incluiu acusações mútuas de terrorismo e concluiu com um apelo da presidenta panamenha Mireya Moscoso, para ver quê propostas podemos levar às crianças de cada país?.
A Declaração do Panamá subscrita depois pelos dirigentes assistentes em sua maioria chefes de Estado e de governo, com a notável ausência do peruano Alberto Fujimori , contempla aspectos que as organizações de defesa da infância consideravam prioritários.
No texto, entre outros, os firmantes se comprometem a reconhecer que as principais causas da entrada precoce ao mercado de trabalho e sua permanência nas ruas são a pobreza, a extrema pobreza, a desigualdade na distribuição de renda, a exclusão social e a violência dentro da própria família.
A Declaração fixou o ano de 2010 como limite para diminuir a mortalidade materna a 50% através do acesso aos serviços de saúde.
Exige ainda que se assegure o exercício do direito dos meninos e das meninas ao registro de nascimento.
Os firmantes se comprometem a impulsionar políticas e programas nacionais que promovam o desenvolvimento com equidade e justiça social.
No entanto, as estrelas da reunião panamenha, os chefes de estado e de governo, foram requeridos essencialmente para assuntos como o controvertido Plano Colômbia, para a eliminação dos cultivos de narcóticos, a negativa cubana de firmar um anexo que condena a organização armada basca ETA, ou os últimos acontecimentos no Peru. Igualmente, a existência de um plano para assassinar Fidel Castro, anunciado pelo próprio presidente cubano, foi o centro das atenções.


