O debate de cinco dias na Assembléia Geral das Nações Unidas sobre o terrorismo terminou ontem sem uma resolução final, devido às divisões entre os Estados membros, segundo fontes diplomáticas. Desde segunda-feira, 156 países tomaram parte em debate destinado a reforçar a cooperação internacional depois dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, atribuídos ao milionário de origem saudita Ossama bin Laden, refugiado no Afeganistão.
''O importante é que a comunidade internacional em seu conjunto se una para combater o flagelo do terrorismo'', disse à imprensa o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
Acrescentou que este debate ''é apenas o começo'' e estimulou os Estados membros a firmarem, ratificarem e porem em prática as 12 convenções existentes contra o terrorismo.
A decisão de não elaborar uma resolução foi tomada ontem durante um encontro entre o presidente da Assembléia, Han Seung-Soo, e os grupos regionais, informou o porta-voz Jan Fischer.
''Como o Conselho de Segurança acaba de adotar uma resolução muito forte sobre esta questão, foi considerado preferível aguardar as decisões que surgirão dos debates da sexta Comissão'', afirmou. Esta Comissão especializada da Assembléia geral deve começar a debater a adoção de uma Convenção global contra o terrorismo de 15 a 26 deste mês, precisou Fischer.

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