Partidários e adversários do reinício da pesca de baleias, proibida desde 1985, discutiram com violência desde a abertura, segunda-feira, em Londres, de uma conferência internacional sobre baleias, que se prolongará até sexta-feira.
A Islândia, tradicional pescadora de baleias, provocou o conflito ao aceitar voltar à Comissão Baleeira Internacional (CBI), de onde saíra em 1982, mas colocando-se fora da proibição de pesca aprovada pela organização.
Depois de um acalorado debate, os 43 membros da CBI reunidos em sua conferência anual aceitaram a volta da Islândia, mas sem direito a voto, contra a opinião de Reiquijavique e seus aliados.
A CBI aprovou a proibição da pesca de baleias em 1982, que entrou em vigor em 1985.
O Japão ocupa o primeiro lugar no mercado mundial para a carne e a gordura de baleia, enquanto Noruega e Islândia são dois dos principais países de pesca do cetáceo.
Japão e Noruega continuam atualmente capturando cerca de mil baleias por ano.
O representante islandês, Stefan Asmundsson, assinalou que ‘‘existem indícios de um apoio crescente para um reinício moderado da pesca’’.
Os países protetores das baleias, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e a maioria das nações européias, consideraram que a Islândia não pode voltar à organização rejeitando a principal medida decretada pela CBI, a moratória da pesca do cetáceo.
SantuárioOs esforços para criar santuários para baleias em partes dos oceanos Pacífico e Atlântico fracassaram ontem, enquanto o Japão e seus aliados em prol da caça às baleias derrotaram as nações preocupadas com a diminuição da população das diversas espécies de baleia existentes.
Os países a favor da criação das áreas não conseguiram obter os três quartos dos votos necessários em uma conferência da Comissão Internacional de Baleias.
Vinte países votaram a favor da criação dos santuários no Pacífico Sul, 13 votaram contra e quatro se abstiveram. Para a criação da área no Atlântico Sul, 19 votaram a favor, 13 contra e cinco se abstiveram.

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