Ricardo Sarmiento
especial para a AE
De Buenos Aires
Uma das primeiras medidas que o novo presidente da Argentina, Fernando de la Rúa, deve tomar é reduzir em US$ 1,5 bi o Orçamento do ano 2000 antes de conversar com o FMI. Sua equipe estuda atualmente o organograma do Estado com vistas a identificar organismos dos quais possa tirar US$ 10 milhões. ‘‘Se identificarmos cem organismos, alcançaremos a meta. Cortar mais US$ 500 milhões em outras áreas é mais fácil’’, disse uma fonte à Agência Estado.
O presidente, que no dia 10 de dezembro, após a posse, deve herdar um déficit de US$ 9 bi – embora algumas fontes falem em US$ 8 bi – pretende também aumentar a eficiência na arrecadação de impostos do IVA e os concernentes ao lucro. ‘‘Pretendemos sentar com o FMI tão logo reduzamos o déficit fiscal em US$ 5 bi ou US$ 4,5 bi’’, acrescentou a fonte.
A estratégia é negociar um financiamento junto ao organismo multilateral de US$ 19 bi. Parte será destinada ao déficit, parte aos serviços da dívida (US$ 11 bi) e o restante ficar como fundo de reserva (US$ 3 bi) para uma eventual necessidade.
Um informe da corretora Allaria Ledesma & Cia dá conta que o novo governo assume em uma conjuntura internacional relativamente favorável, com recuperação nas principais economias asiáticas, nos preços das commodities e na atividade econômica do Brasil até o final do ano. Outro aspecto citado pelo informe é o excelente nível das reservas internacionais do país e o unânime compromisso com a manutenção da conversibilidade.

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