Buenos Aires O ex-presidente Fernando de la Rúa (1999-2001) está proibido de sair da Argentina, decidiu ontem o juiz federal Rodolfo Canicoba Corral. A medida faz parte da investigação de um escândalo causado pelo presumível pagamento de subornos, para forçar a aprovação, pelo Congresso, de uma lei de flexibilidade trabalhista, em abril 2000. A decisão judicial afeta também o ex-chefe da secretaria de inteligência do estado (Side) Fernando de SantibaÀes e o ex-ministro do trabalho Alberto Flamarique, além de dez ex-senadores. Canicoba Corral ''já assinou os ofícios de notificação às partes da proibição de sair do país .
O juiz recebeu ontem a lista dos senadores que presumivelmente receberam dinheiro para a aprovação da polêmica lei.
O escândalo já havia causado a demissão, em outubro de 2000, do então vice-presidente Carlos Alvarez (centro-esquerda), um dos denunciantes.
Essa crise política marcou o começo do fim do governo de De la Rúa, que renunciou no final de 2001 em meio a uma revolta popular que causou 30 mortos. O Governo argentino já se comprometeu a levar ''às últimas consequências'' o exame da questão.

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