Denise Neumann
Agência Estado
De Buenos Aires
A campanha eleitoral na Argentina entra hoje na ‘‘lei do silêncio’’. Ontem à noite, os dois principais candidatos fizeram seus comícios de encerramento e a partir de hoje é proibido fazer manifestações públicas e campanhas na televisão.
A quase paralisação da campanha argentina foi movimentada, ontem, por um ataque a dois militantes da Aliança UCR-Frepaso, que foram baleados em Buenos Aires. O candidato Fernando De la Rúa visitou os dois, que não corriam risco de vida.
Os principais jornais do País – ‘‘Clarin’’ e ‘‘La Nacion’’ – deram ontem mais destaque na capa para a vitória do time de rugby argentino, Os Pumas, frente à Irlanda, do que à disputa presidencial. O triunfo dos argentinos foi de 28 a 24, em uma partida que paralisou os argentinos, pois os Pumas terminaram o primeiro tempo perdendo de 21 a 9.
A virada que aconteceu no jogo, contudo, não é esperada para a política. Uma nova pesquisa divulgada manteve o candidato da Aliança UCR-Frepaso, Fernando de La Rúa, muito na frente do candidato do Partido Justicialista, Eduardo Duhalde.
Duhalde escolheu a cidade de Rosário e o monumento à Bandeira, para o comício final. A intenção do comando da campanha peronista era fazer um ato que superasse o que De La Rúa fez na cidade na última segunda-feira, quando reuniu cerca de 50 mil pessoas.
Os partidários de De La Rúa iniciaram uma caravana na zona sul de Buenos Aires, que terminaria no início da noite em um comício na Praça do Congresso. A candidata à Província de Buenos Aires, Graciela Fernández Meijide, acompanhava de La Rúa. Na província, a campanha está indefinida, segundo as pesquisas. Graciela e o candidato do Justicialismo, Carlos Ruckauf, estão empatados.

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