De la Rúa critica ditadura
O presidente argentino, Fernando De la Rúa, qualificou, ontem, de um fato desgraçado o golpe de Estado ocorrido na Argentina há 25 anos e que instaurou uma feroz ditadura (1976-83), que deixou como saldo 30.000 desaparecidos, segundo organizações humanitárias.
Em um texto escrito e divulgado por ocasião dos 25 anos do golpe militar, De la Rúa destacou que o país renova seu repúdio a essa interrupção da ordem constitucional, que teve um penoso saldo de dor, morte e desencontros.
Na madrugada de 24 de março de 1976, as Forças Armadas derrubaram o governo constitucional de Isabel Martínez de Perón e impuseram o terrorismo de Estado durante sete anos, criando dezenas de campos de concentração e centros de torturas, onde milhares de presos políticos foram alojados e depois desapareceram.
Como presidente dos argentinos tenho o dever de preservar as instituições da República. A recuperação da democracia em 1983 significou uma mudança de atitude definitiva em relação ao passado marcado por frequentes violações à Constituição, afirmou o governante, que era senador quando o golpe de estado aconteceu.
Os argentinos passaram praticamente toda a semana evocando o aniversário do golpe de Estado ocorrido há 25 anos, com intensas manifestações de repúdio. Além dos protestos, alguns dos quais acabaram se confundindo com as manifestações de repúdio ao novo pacote econômico do Governo, houve também a reexibição de fotos que mostram momentos dramáticos ocorridos quando da deflagração do golpe e, também, ao longo dos sete anos de ditadura militar.
A retirada, pelos golpistas, da então presidente chamada Isabelita, da Casa Rosada, em helicópetro, é uma das cenas mais repetidas em toda a parte. A presidente foi deposta e expulsa do país.





