O presidente argentino, Fernando De la Rúa, disse ontem que o governo de seu antecessor, Carlos Menem, foi ''incapaz de preservar a nacionalidade das empresas e de evitar o endividamento que atormenta'' o país. De la Rúa elegeu uma reunião do Comitê Nacional de seu partido, a União Cívica Radical (UCR), para responder aos ataques dirigidos por Menem desde que recuperou sua liberdade, terça-feira, depois de uma reclusão de 166 dias por um processo de contrabando de armas.
Menem disse durante uma entrevista coletiva que o problema da Argentina é a ''falta de liderança e condução política'', embora tenha assegurado que fará ''todo o possível'' no sentido de ajudar o atual chefe de Estado para que complete bem seu mandato, no final de 2003.
''Agora o ex-presidente anda dizendo que deve recuperar a liderança exercida por ele, liderança com a qual foi incapaz de preservar a nacionalidade das empresas e de evitar o endividamento que hoje tanto nos atormenta'', disse De la Rúa.
O presidente criticou a política de privatizações das empresas estatais iniciada por Menem, do Partido Justicialista (PJ-peronista), e o crescimento da dívida pública, que chega a 132 bilhões de dólares.
A cerimônia na qual falou De la Rúa serviu de marco à transferência da liderança da UCR às mãos do governador da província de Chaco, Angel Rozas.

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