De Buenos Aires
ANSA
De Buenos Aires
Assessores do general da reserva do Paraguai, Lino César Oviedo, 56 anos, atualmente exilado na Argentina, disseram ontem que estão pensando em transferi-lo para a Venezuela.
Entretanto, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, quando em visita a Nova York esta semana, afirmou, em entrevista à CNN, que negará asilo ao general. Ontem, o governador da província argentina da Terra do Fogo, o oficialista José Estabillo, disse que o general podia viver ali.
Esta hipótese foi levantada pelo governo do presidente Carlos Menem depois que Oviedo fez declarações políticas ao jornal La Nación ferindo as leis de asilo. Estabillo, contudo, disse que não iria admitir que Oviedo fizesse política na província.
Jorge Colazo, prefeito de Río Grande, cidade onde Oviedo iria morar, fez questão de declará-lo persona non grata. Seu colega de Ushuaia, a capital da Terra do Fogo, Jorge Garramuo, também se disse incomodado com uma possível presença do general paraguaio. Oviedo está vivendo na Argentina desde 28 de março, quando saiu do Paraguai.
O governo argentino, por meio do ministro do Interior, Carlos Corach, disse ontem que é difamatória a matéria publicada no jornal Página/12 dando conta que Menem e Oviedo criaram em 95 uma zona franca paraguaia dentro do porto de Buenos Aires. Menem determinou investigação do assunto.





