Damasco mantém bombardeios
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quarta-feira, 04 de abril de 2012
France Presse 
Damasco - O regime sírio bombardeou redutos rebeldes ontem, apesar da promessa de retirar suas tropas, enquanto sua aliada russa manifestava a certeza de uma vitória militar de Damasco mesmo com a oposição armada ''até os dentes''.
Apesar da promessa do poder de aplicar ''imediatamente'' o plano de paz do emissário internacional Kofi Annan para por fim à violência, os militantes denunciavam a manutenção dos ataques do Exército e dos combates com os rebeldes.
''Da fronteira turca, no Nordeste, a Deraa, no Sul, as operações militares prosseguem'', afirmou à AFP Rami Abdel Rahmane, presidente do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Pelo menos 41 pessoas morreram ontem em todo o país, em sua maioria civis, em violentos bombardeios e em tiroteios na província de Homs, onde estão entrincheirados os rebeldes, segundo o OSDH.
''Os tanques bombardeiam e invadem as cidades e aldeias, depois voltam as suas bases. Isso não quer dizer que haja uma retirada'', disse Rahmane.
O Conselho Nacional Sírio (CNS), principal organização da oposição, indicou um ataque com ''dezenas de tanques e blindados'' contra a cidade de Taftanaz (noroeste), com as ''destruições de casas com seus moradores dentro e execuções sumárias''.
''O regime mantém sua política de genocídio contra o povo sírio'', indicou o CNS em um comunicado, pedindo à comunidade internacional que reaja imediatamente para obrigar o regime a ''retirar seus tanques e conter seus genocidas''.
A retirada dos tanques é um dos principais pontos do plano Annan que Damasco se comprometeu a aplicar até a próxima terça-feira, mas impondo como condição o fim da violência dos rebeldes, que o regime chama de ''terroristas''. Já os insurgentes afirmam que não se desmobilizarão até a retirada das tropas.


