Associated Press
De Roma
Como consequência da derrota eleitoral para os conservadores de Silvio Berlusconi nas eleições regionais de domingo e sob pressão de membros de sua própria coalizão, o primeiro-ministro italiano, o ex-comunista Massimo D’Alema, deverá apresentar hoje, durante pronunciamento no Parlamento, pedido ‘‘irrevogável’’ de renúncia. Isso significa que ele não vai submeter seu governo a um voto de confiança, como lhe recomendou na segunda-feira o presidente Carlo Azeglio Ciampi.
O primeiro-ministro havia procurado o presidente Carlo Azeglio Ciampi com o propósito de renunciar pondo fim a uma administração de centro-esquerda de 18 meses.
O governo dispõe de maioria muito apertada no plenário. Além disso, muitos de seus dirigentes estão descontentes com a forma como o primeiro-ministro conduz a questão das reformas constitucionais exigidas pelo país.
O Partido Verde, integrante da coalizão, saiu na frente indicando Giuliano Amato, um socialista que já chefiou o governo italiano e atualmente ocupa o Ministério do Tesouro. Atribui-se a ele, na Itália e no Exterior, o mérito de ter saneado as finanças do país ao conter o enorme déficit fiscal.
Outros prováveis candidatos são Lamberto Dini, atual ministro das Relações Exteriores, o presidente do Senado, Nicola Mancino, o economista Mario Monti, com relevantes trabalhos na União Européia, Antonio Fazio, presidente do Banco da Itália, e Francisco Rutelli, prefeito de Roma. A indicação do primeiro-ministro é competência do presidente da república.
Um forte indício de que D’Alema deve renunciar, segundo os analistas, está numa decisão de Ciampi de cancelar todos os encontros previstos para hoje em sua agenda, dando prioridade para uma eventual reunião com o primeiro-ministro.

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