Ansa
De Nova Délhi
O dalai-lama, líder espiritual dos budistas tibetanos e prêmio Nobel da paz, disse que não fará ‘‘mais concessões à China’’, que controla o Tibete e o considera parte de seu território.
‘‘Peço para o Tibete uma genuína autonomia e isso interessa também a Pequim’’, disse o dalai-lama em entrevista à Ansa concedida em Daharamsala, Índia, onde vive exilado há 40 anos.
‘‘Minha posição tem o objetivo de satisfazer os pedidos dos tibetanos, mas também garantir que o Tibete viva de forma pacífica e estável dentro da China’’, acrescentou o líder espiritual.
Sobre o caso de Karmapa, o ‘‘buda vivente’’ de 14 anos que fugiu para a Índia no final do ano passado, dalai-lama disse que não considera que sua fuga seja parte de um complô chinês para minar sua autoridade sobre os quase 200 mil refugiados tibetanos que vivem na Índia, como foi cogitado.
‘‘Seu objetivo (do Karmapa) é o de servir ao Tibete e ao budismo e ele considera que não pode fazê-lo mais no Tibete’’, afirmou o dalai-lama.
O Tibete foi ocupado pelo exército chinês em 1959. Apesar dos esforços de integração, os tibetanos mantêm a resistência e defesa de sua cultura e amplia o leque de apoio à sua causa no exterior. O dalai-lama tem mantido uma postura conciliadora nos últimos anos, exigindo de Pequim, não a independência, mas ‘‘a autonomia dentro da China’’.

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