Dados apontam controvérsia na América Central
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sexta-feira, 16 de maio de 2008
Folhapress 
São Paulo- O relatório da Interpol que descarta alterações nos arquivos das Farc em poder do governo colombiano também repercutiu em El Salvador e na Costa Rica, dois países da América Central supostamente citados pela guerrilha. A chancela da polícia internacional foi manchete dos principais jornais dos países.
Em El Salvador, o material reproduzido fala de uma suposta ajuda financeira das Farc à FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional) e de negociações de um dirigente da antiga guerrilha salvadorenha, hoje convertida em partido político, com integrantes do grupo colombiano envolvendo compra de armas.
Chamada a se explicar, a FMLN se disse alvo de uma ''campanha de calúnias'' que visa atrapalhar sua campanha à Presidência. Maurício Funes é o candidato da FMLN para a eleição presidencial de 2009 e lidera as pesquisas de opinião.
Hoje, em Lima, o presidente salvadorenho, o direitista Elías Antonio Saca, pediu que o país declare as Farc terroristas, o que deve ser posto em votação no Congresso.
Após reunir-se com o colega colombiano, Álvaro Uribe, Saca disse que os dados dos computadores em poder da Colômbia são ''preocupantes'' e que o país enviará ''uma comissão de inteligência'' a Bogotá.
Já na Costa Rica, o jornal ''La Nación'' listou no fim de semana 36 mensagens da guerrilha com referências a políticos, acadêmicos e sindicalistas do país, com datas de 2000 a 2007.


