Curitiba- ''A recomendação é para que ninguém saia de casa. Estou acompanhando o que está acontecendo pela televisão. Na hora dos atentados eu estava na aula. Primeiro fomos avisados que o metrô estava parado por causa de alguma pane. Meia hora depois veio a notícia do primeiro ônibus que explodiu. As pessoas se assustaram'', contou a jornalista de Curitiba, Valdirene Oliveira, que chegou há duas semanas em Londres para estudar inglês por um ano. A jornalista mora cerca de 30 minutos de distância do centro de Londres, onde aconteceram os atentados. Porém, as bombas paralisaram toda a cidade, já que atingiu 11 das 12 linhas de metrô que cortam a cidade.
O arquiteto curitibano Diogo Moro da Cunha, que mora em Londres há um ano e meio, viu a confusão e o pânico de perto. Ele trabalha no centro da cidade, perto da estação Old Street, uma das que explodiram. ''Não deu para ouvir nada. Mas tinha uma grande movimentação, com policiais por todo lado. Onde eu trabalho muita gente não conseguiu chegar porque parou tudo'', contou o brasileiro. A mulher de Diogo, Fabrícia Hiberê da Cunha, estava em casa, na zona norte de Londres, quando soube dos atentados. Ela contou que ficou duas horas sem ter notícias do marido. Para voltar para casa, Diogo precisou caminhar por mais de 1h30, já que o transporte coletivo ficou parado.
Apesar do medo, os brasileiros não pensam em voltar. ''Não esperava isso. Ainda mais que acabei de chegar. Mas não me faz ter vontade de voltar. Estou adorando a cidade. Não sei como vai ser amanhã, quando vou poder ver mesmo tudo o que aconteceu'', afirmou Valdirene. Diogo estava mais decidido. ''Não tenho planos de voltar. Não foi um atentado com as mesmas proporções de Nova Iorque. Não vejo razão para sair daqui'', afirmou.

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