Curandeiro mais famoso da África vai aos EUA
France Presse
De Nquthu, África do Sul
O curandeiro mais famoso da África do Sul e, ao mesmo tempo, um dos homens mais ricos do país, viajará nos próximos dias aos Estados Unidos, convidado por seus colegas norte-americanos, para compartilhar seus conhecimentos da medicina zulu.
Possuo o muti (medicina) mais poderoso do país, declarou sem modéstia à AFP Sosobala Mbatha, em sua residência e consultório de Nquthu, cidade do Leste rural de KwaZulu-Natal. Agora desejo compartilhá-lo com o mundo, acrescentou.
De qualquer modo, Mbatha é o inyanga (curandeiro) mais apreciado do país. Na sala de espera, pode ser vista uma longa fila de pacientes vindos de toda a África do Sul, alguns dos quais esperam há vários dias a consulta.
Entre eles, há enfermos que dizem ter seguido, em vão, tratamentos com médicos ocidentais. Outros afirmam que vêm para que o curandeiro expulse os maus espíritos, solucione seus problemas conjugais ou lhes dê a sorte no jogo.
Seu muti não se pode encontrar nas farmácias, declarou Zablon, um paciente que vem consultá-lo em face de problemas matrimoniais. O dinheiro da consulta é bem empregado, acrescenta.
A consulta básica custa 2.000 rands (334 dólares).
Como resultado, Sosobala Mbatha, de 69 anos de idade, é um médico próspero. Possui um helicóptero, um avião Dakota de 32 lugares, uma luxuosa casa de quatro andares, várias fazendas, supermercados e açougues.
Mbatha disse que o segredo profissional o impede de revelar o nome de seus pacientes, mas habitantes de Nquthu asseguram que o viram com o rei zulu Goodwill Zwelethini e com outros políticos de alto nível, tanto negros
como brancos.
Mbatha, que tem oito mulheres, oito filhos e 30 netos, se orgulha de apanhar ainda pessoalmente as raízes, folhas e frutos de que necessita para elaborar suas beberagens e de continuar caçando ele mesmo os animais-ingredientes, incluindo as serpentes.
Aos enfermos de aids, Mbatha dá um líquido negro que guarda em uma grande garrafa. Não pretendo ser capaz de curar a aids, mas os enfermos que tomam este líquido voltam aqui para me dizer que se sentem melhor. Isto lhes devolve a força, afirma, negando-se a dizer o que a garrafa contém.





