São Paulo - A reunião de ontem entre o premiê israelense, Ariel Sharon, e o líder palestino, Mahmoud Abbas, foi chamada pelo porta-voz do Parlamento palestino, Ahmed Korei, de ''difícil'' e ''abaixo das expectativas''.
Durante o encontro, Sharon se comprometeu a entregar duas cidades aos palestinos (Qalqiliya e Belém) em duas semanas, caso Abbas controle e desarme os grupos extremistas, como o Hamas e o Jihad Islâmico. Segundo Korei, que falou de Ramallah (Cisjordânia), israelenses e palestinos falharam na intenção de resolver ''as questões essenciais'' no encontro o primeiro desde o acordo verbal de cessar-fogo selado entre palestinos e israelenses, em fevereiro no Egito.
''Em todas as questões básicas que esperávamos respostas positivas, não houve nenhuma'', afirmou Korei. Sharon e Abbas ficaram reunidos por cerca de duas horas na residência do líder israelense, em Jerusalém. Abbas deveria conversar com a imprensa após o encontro, mas Korei falou em seu lugar aparentemente, um sinal da frustração palestina com o resultado da reunião israelo-palestina.
Quando questionado sobre o resultado do encontro, Mohammed Dahlan, ministro palestino responsável pela coordenação da retirada, afirmou: ''Não houve nada, nada''.
A reunião de ontem tinha o objetivo de coordenar a retirada israelense da faixa de Gaza, prevista para agosto. Em discurso feito após a reunião, Sharon afirmou que ele e Abbas ''concordaram sobre toda a coordenação da saída de Gaza''. ''Não haverá retirada sob violência. Não interromperemos a retirada. Nós daremos fim ao terrorismo'', disse Sharon.

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