ISLAMABAD - Os líderes islâmicos começaram a chegar a Islamabad, onde participam hoje de uma reunião de cúpula extraordinária da Organização da Conferência Islâmica e celebram os 50 anos da independência do Paquistão, em um momento em que uma nova crise afeta o processo de paz no Oriente Médio.
Cerca de 24 chefes de Estado, governo e monarcas, bem como cerca de 1.500 delegados que representam 54 países deverão chegar para a reunião de cúpula que tem como lema ‘‘O mundo islâmico frente aos desafios do século XXI’’. Mas o aumento da tensão entre palestinos e israelenses forçou a colocar o processo de paz no Oriente Médio como primeiro ponto da agenda.
‘‘A situação na região é crítica, e o que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está fazendo não trará nada bom’’, disse o chanceler egípcio Amr Moussa, acrescentando que lamentava as mortes em Tel Aviv.
‘‘A reunião de cúpula será uma oportunidade para a coordenação e a discussão entre funcionários árabes sobre o desenvolvimento do processo de paz’’, acrescentou Moussa à AFP em Islamabad. O presidente palestino Yasser Arafat também participará da reunião de cúpula.
Um funcionário da OCI informou que esperava um comunicado em separado sobre a posição da organização em relação a Jerusalém e à situação no Oriente Médio. Entre os rascunhos que circulavam entre os delegados, o que se chamará Declaração de Islamabad será um pedido para reunir esforços para defender as causas islâmicas e, em primeiro lugar, a causa de Qods al Charif (Jerusalém) e a causa da Palestina.

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