Jaime Razuri/France PresseEncontroPresidente da Colômbia Ernesto Zamper, com o rei Juan Carlos I e o ministro das Relações Exteriores do México, Miguel Angel Gurria A 7ª reunião de cúpula Ibero-Americana foi encerrada formalmente ontem com discursos dos presidentes da Venezuela, Rafael Caldera, e de Portugal, Jorge Sampaio, que reafirmaram a vontade dos participantes de aprofundar a democracia nos países do grupo.
Os presidentes das 21 nações participantes assinaram, no sábado, o principal documento do encontro, a Declaração de Margarita, que contém compromissos para aprofundar a democracia e reforçar os vínculos mútuos.
Sampaio anunciou que a próxima reunião se realizará em Portugal, em 1998, com o tema ‘‘Os problemas da globalização e da cooperação inter-regional’’.
Caldera fez um discurso pela solidariedade entre os povos de línguas castelhana e portuguesa, que passaram por ‘‘uma transformação profunda’’ desde a época em que quase todos eram governados por ditadores militares.
‘‘Agora a obrigação fundamental de todos nós é com o respeito aos direitos humanos e a melhoria do nível de vida de nossos povos, em pleno exercício de suas liberdades cívicas’’, disse o presidente venezuelano.
Garantiu que a comunidade ibero-americana já deu seu compromisso de luta pela justiça social ‘‘sem cair no dogmatismo de uma liberdade econômica sem limites’’.
A cúpula, disse Caldera, deixou clara a ‘‘Harmonia, por cima das diferenças lógicas entre os países’’.

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