Cúpula pode resultar em troca de terras
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quarta-feira, 12 de julho de 2000
Associated Press De Camp David 
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, e o presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, concordaram em princípio com uma troca de terras localizadas no território israelense por outras na Cisjordânia, disse ontem o ministro encarregado dos Assuntos de Jerusalém, Haim Ramon.
É a primeira vez que um membro do governo fala publicamente sobre essa possibilidade, mencionada com frequência na imprensa do país. A declaração foi feita em Jerusalém, no segundo dia da cúpula de paz palestino-israelense realizada em Camp David, nos Estados Unidos, com a intermediação do presidente
norte-americano Bill Clinton.
Ramon afirmou que os palestinos aceitaram, em princípio, uma proposta segundo a qual uma grande área ocupada por assentamentos judaicos seria anexada a Israel em troca de simbólicas porções de terra não habitadas por judeus no país.
A extensão de terra envolvida não foi mencionada por ele. Mas o princípio foi aceito e isso é o mais importante, acentuou Ramon, que é um dos ministros mais próximos de Barak.
O governo israelense admitiu que esse plano está na mesa de negociações. O país trocou terras com a Jordânia por ocasião do acordo de paz entre os dois países, em 1994.
Ramon afirmou ainda que os negociadores palestinos em Camp David sugeriram que Israel poderia anexar três quartos do território em disputa na Cisjordânia região ocupada pelo país em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias , mas somente se o governo israelense concordar em oferecer uma quantidade de terras equivalente a um terço da área que anexar.
Documentos vazados para a imprensa indicam que Tel-Aviv pretende manter cerca de 8% da Cisjordânia, na parte que compreendida pelas maiores concentrações de colônias judaicas.
O alto funcionário palestino Faisal Husseini disse apenas que a delegação da Autoridade Palestina está insistindo no cumprimento das resoluções das Nações Unidas que determinaram a retirada das tropas israelenses de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental - territórios ocupados em 1967.


