Associated Press
De Havana
A cúpula dos países do Grupo dos 77 apresentou ontem em Havana seu Plano de Ação, baseado na convicção de que a globalização é uma ‘‘força poderosa e dinâmica para alavancar a cooperação e acelerar o crescimento e o desenvolvimento’’, mas adverte que essa força também apresenta ‘‘perigos e problemas’’.
O programa foi aprovado pelos 42 chefes de Estado e de governo presentes à reunião dos 133 países que compõem o G-77. Segundo o plano, a partir da mundialização, ocorreu ‘‘uma proliferação de inovações econômicas, científicas, tecnológicas e culturais que influíram no processo de desenvolvimento do Hemisfério Sul.’
O plano pede a eliminação de ‘‘obstáculos básicos e infra-estruturais’’ que impeçam a difusão de conhecimentos, como as falhas no fornecimento de serviços. As nações do Sul deverão aplicar recursos na promoção do acesso de crianças e jovens principalmente à educação de nível básico e superior. Outra proposta aprovada é a de desenvolver instituições de saúde que, entre outros fins, ‘‘permitam prevenir e curar importantes enfermidades’’.’
À reunião compareceram, entre outros, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, e um único chefe de Estado latino-americano: o presidente venezuelano Hugo Chávez.

mockup