Guadalajara - Os ministros das Relações Exteriores da União Européia (UE), da América Latina e do Caribe concordaram sobre o princípio de que a Declaração da reunião de cúpula de Guadalajara (México) hoje condene de uma forma ou de outra as torturas no Iraque, informaram fontes oficiais mexicanas.
No projeto de Declaração final, ''existe um parágrafo que condena e expressa o mal-estar da região com relação à tortura de qualquer ser humano'', declarou Lourdes Dieck, subsecretário da Cooperação Internacional na chancelaria mexicana. Dieck especificou que o texto inclui ''uma menção especial sobre os acontecimentos recentes no Iraque, e nas prisões deste país'', admitindo que o parágrafo não citará explicitamente os Estados Unidos.
O comissário europeu para as Relações Exteriores, Chris Patten, confirmou que as delegações dos 33 países latino-americanos e caribenhos e dos 25 países europeus ''compartilham o mesmo horror frente às imagens de sevícias praticadas contra prisioneiros iraquianos no complexo penitenciário de Abu Ghraib''.
Patten ressaltou que a opinião pública mundial não precisava de uma declaração em Guadalajara para saber que ''os governos democráticos condenam sistematicamente este tipo de atitude'', e que ''este sentimento também existe nos Estados Unidos''. Fontes da Comissão Européia confirmaram que a Declaração incluirá uma condenação das torturas, mas que ''os Estados Unidos, que não participarão do encontro, não serão mencionados''. O documento focaliza três grandes temas: o multilateralismo, a coesão social e a cooperação.

mockup