Cairo Os ministros árabes das Relações Exteriores condenaram na noite de ontem no Cairo ''a agressão'' contra o Iraque e exigiram a ''retirada imediata'' das forças norte-americano-britânicas, numa resolução sobre a qual o Kuwait expressou reservas. ''A resolução foi aprovada por unanimidade, com exceção do Kuwait'', anunciou durante uma entrevista o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, precisando que o Emirado queria incluir uma ''cláusula no documento''. O Kuwait exigia que o comunicado denunciasse as ''agresões iraquianas contra o Kuwait'', em alusão aos tiros de mísseis sobre o Emirado.
O ministro iraquiano das Relações Exteriores, Naji Sabri, denunciou o Kuwait por sua atitude. ''Um único país, que participa da agressão contra o Iraque, não aceitou esta resolução, que condena a agressão, que é o governo do Kuwait'', disse.
A resolução final da reunião ministerial ''condena a agressão contra o Iraque'' e exige ''a retirada das forças de invasão do território iraquiano''. Considera ''esta agressão uma violação da Carta da ONU (...) e um desafio à comunidade internacional''. Destaca igualmente ''a necessidade de abstenção dos países árabes de qualquer ação militar contra a integridade territorial do Iraque ou dos demais países árabes'', de acordo com as resolução da cúpula árabe de Sharm el-Sheikh.
Ataque a ônibus As forças anglo-norte-americanas dispararam um míssil contra um ônibus civil domingo em Ratba, no oeste do Iraque, matando cinco cidadãos sírios, confirmou ontem um oficial do comando central norte-americano (Centcom). ''Infelizmente as forças da coalizão destruíram ontem (domingo) um ônibus civil durante uma operação cujo objetivo era uma ponte do Iraque perto da fronteira síria'', disse o oficial que pediu para não ser identificado.

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