O premier israelense Ehud Barak e o líder palestino Yasser Arafat concordaram participar em uma cúpula no Egito, amanhã, para tentar deter a onda de violência no Oriente Médio. A reunião, que será realizada Sharm el Sheikh, contará com a participação do presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.
O secretário geral da ONU, Kofi Annan, chegou ontem a Sharm el Sheikh para reunir-se com o presidente egípcio Hosni Mubarak, antes de uma reunião de cúpula.
Annan já se encontrou com o ministro de Relações Exteriores egípcio, Amr Mussa, para iniciar a preparação para a cúpula, que foi convocada durante um clima de forte tensão na região.
O secretário geral da ONU expressou em declaração à imprensa sua satisfação ‘‘com o fato de o presidente Mubarak ter aceito abrigar a conferência em seu país, e por convidar os participantes para tentar por um fim à violência e à crise’’.
‘‘Estou muito feliz porque o primeiro-ministro Barak e o presidente Arafat tenham aceito o convite do presidente Mubarak’’ para fazer uma reunião no país africano, disse o presidente Bill Clinton em uma curta declaração. ‘‘Farei todo o possível para combater a violência e estarei à frente de todos os preparativos necessários para o sucesso desta reunião’’, acrescentou.
A secretária de Estado americana, Madeleine Albright, acompanhará o presidente Bill Clinton à reunião de cúpula no Egito, informaram ontem funcionários do Departamento de Estado.
Albright viajará hoje com Clinton no avião presidencial Air Force One. ‘‘Não nos iludamos. A boa notícia é que as partes aceitaram se encontrar e a situação parece mais calma, mas o caminho pela frente é difícil. A situação é ainda muito tensa’’, afirmou.
Israelenses e palestinos não impuseram ‘‘condições prévias’’ para participar na cúpula, afirmou Annan, indicando, no entanto, que houve ‘‘sugestões’’ e ‘‘certas exigências’’.
‘‘Não existem pré-condições. Houve algumas sugestões e exigências, mas vamos discutir com as partes’’, declarou Annan aos jornalistas em Jerusalém.
‘‘Não é incomum numa situação como essa haver um cessar-fogo, um cessar das hostilitidades no perído anterior à cúpula e durante a mesma para então tentar chegar a um cessar-fogo permanente’’, acrescentou Annan.
‘‘Pedi a ambos os lados que cessem as violências antes e durante a cúpula, e uma das tarefas que vou tentar concretizar será um cessar-fogo’’.
Os enfrentamentos entre israelenses e palestinos, que anteontem causaram outros dois mortos elevando o balanço das vítimas para 106, diminuíram na manhã de ontem tanto na Cisjordânia, como na Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental, informou um porta-voz militar isralense.
Nenhum correspondente da AFP na região assinalou a existência de incidentes durante a manhã de ontem.
Hebron era ontem um potencial foco de tensão em função dos funerais dos dois palestinos mortos na véspera.

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