A proposta de diálogo aberto e franco entre o grupo dos países mais influentes no cenário internacional, o G-8, e as cinco principais economias emergentes – África do Sul, Brasil, China, Índia e México – converteu-se em mentira no balneário alemão de Heiligendamm, onde os agrupamentos encontraram-se na semana passada. Dessa reunião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu visivelmente contrariado com o fato de o G-8 ter ignorado as posições dos emergentes convidados e cravado compromisso sobre temas delicados ao mundo em desenvolvimento – a liberação dos investimentos diretos, a reabertura das discussões sobre a quebra de patentes em casos de emergência de saúde pública e o compromisso de redução de emissão de gases poluentes. O presidente anunciou, em entrevista à imprensa, que propôs para o próximo encontro, que se dará no Japão, em 2008, o ‘‘cuidado’’ de adotar uma nova metodologia. A fórmula sugerida por Lula é tão simples quanto óbvia: promover a discussão entre o G-8 e os cinco emergentes antes do encontro reservado apenas aos oito grandes, para que possam refletir e analisar as posições de seus convidados. Lula declarou que o documento do G-8 ‘‘levou muito em conta’’ a proposta do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre a questão da mudança de clima – sem metas específicas e fora do sistema das Nações Unidas. Ainda teve um ‘‘agravante’’ – a decisão de ignorar a posição do G-5 sobre o assunto, que é totalmente oposta e que leva em consideração a responsabilidade maior das grandes economias na emissão de gases que provocam o efeito-estufa.

A poluição do ar é um dos principais problemas dos dias de hoje. Os gases liberados pelos carros, fábricas e refinarias causam problemas de saúde e contribuem para as alterações climáticas. Dados do Ministério do Meio Ambiente revelam que no Brasil cerca de 30% das emissões de gases causadores do efeito-estufa são provenientes do setor de transportes.

Intitulado ‘‘Crescimento e Responsabilidade na Economia Mundial’’, o documento defende a liberação do ingresso de capitais produtivos, sobretudo nas economias em desenvolvimento, e a revisão de regras e mecanismos de maior controle sobre as patentes industriais e o combate à pirataria.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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