São Paulo - Homens armados mataram ontem Kadhim Abdul Hussein, cunhado do juiz que preside o julgamento de Saddam Hussein por genocídio contra os curdos. A mulher e os dois filhos de Abden Hussein também foram atacados. Todos se feriram gravemente e foram hospitalizados.
A família foi atacada quando se preparava para deixar a casa em que viviam, acompanhada por um caminhão de mudança. Eles haviam resolvido se mudar para escapar da violência sectária que atinge a região.
Aparentemente, o ataque foi uma represália às três vezes em que o ex-ditador foi expulso do tribunal por discutir ou desacatar o atual juiz do caso, Mohammed Oreibi al Khalifa. Se isso for confirmado, esta será a primeira vez que a violência que envolve os julgamentos de Saddam sinaliza uma intimidação direta aos membros do tribunal - apoiados pelos Estados Unidos. No último ano, três advogados da defesa de Saddam foram assassinados.
Al Khalifa - que substituiu o juiz anterior, acusado de ser complacente com Saddam - preside desde o final de agosto o processo do ex-ditador e de seis de seus colaboradores, julgados pela Operação Anfal, nome da campanha de ataques maciços lançados pelo Exército iraquiano entre 1987 e 1988 contra a comunidade curda no norte do Iraque. Saddam e os outros réus podem ser condenados à pena de morte pelos crimes.
Ontem a polícia iraquiana encontrou 25 corpos espalhados por Bagdá, nove deles dentro de um carro-bomba.

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