Cubas revela futuros ministros
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quinta-feira, 06 de agosto de 1998
Das agências 
O presidente eleito do Paraguai, Raúl Cubas, adiantou ontem seu gabinete ministerial, integrado por figuras militares ou estreitamente ligadas ao ex-comandante do Exército, Lino Oviedo, que cumpre pena de dez anos de prisão por tentativa de golpe militar. A nove dias de assumir o comando do país, Cubas deve governar até agosto de 2003.
Os nomeados são: empresário Gerardo Doll (Fazenda), Rubén Arias (Interior), diplomata Dido Florentín (Relações Exteriores), professora Celsa Bareiro (Educação), advogado Angel Campos (Justiça e Trabalho), engenheiro agrônomo Hipólito Pereira (Agricultura), capitão da Marinha na reserva Carlos Cubas (Indústria e Comércio), médica Carmen Frutos (Saúde Pública), os generais da reserva José Segovia Boltes (Defesa) e Victor Segovia (Obras Públicas), educadora Haidé Carmangnola (Ministério da Mulher) e o economista Gustavo Leite (secretaria do Planejamento).
Enquanto isto, o presidente atual do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy, afirmou que os partidários de seu sucessor Raúl Cubas tentam prendê-lo sob acusações de corrupção mas que, graças à imunidade parlamentar vitalícia que vai adquirir, não poderão fazê-lo.
Querem me prender mas não podem, disse Wasmosy, que deve entregar a faixa presidencial no dia 15 de agosto, em declarações à imprensa, assinalando que os oviedistas planejam levá-lo à cadeia.
Os oviedistas são os fiéis ao ex-general Lino Oviedo, condenado a dez anos de prisão por liderar um levante contra Wasmosy, e verdadeiro orientador de Cubas.


