Apesar do assédio de turistas paraguaios que gritavam o nome de Raúl Cubas em frente ao luxuoso edifício Cosmos, na avenida Atlântica, o ex-presidente do Paraguai não fez aparições públicas ontem, em seu segundo dia de exílio político no Brasil. Segundo informações de agentes federais responsáveis pela segurança de Cubas no Brasil, o ex-presidente preferiu descansar em casa com a família e só deverá sair novamente às ruas hoje ou quando o tempo melhorar. Ontem, após o almoço, as filhas de Cubas, Cecília, 23 anos, e Silvia, 18 anos, foram ao centro da cidade para comprar pães e latinhas de cerveja, mas negaram-se a fazer qualquer declaração a respeito da estada da família no país. Apesar da chuva incessante, centenas de turistas paraguaios passeavam em frente ao edifício e gritavam o nome de Cubas. ‘‘Apareça presidente’’, berrou um jovem paraguaio. A rotina dos vizinhos de prédio foi um pouco mais tranquila ontem. Apesar do assédio dos jornalistas ter diminuído, moradores e veranistas ainda se acostumam com a presença de policiais federais e militares em torno do condomínio. Uma viatura da Polícia Militar permanece 24 horas em frente ao prédio, que também está sob vigilância de policiais federais.
Apoio Filiadas ao Partido União Nacional dos Colorados Éticos (Unace) tentaram ontem de manhã manifestar seu apoio ao ex-presidente Raúl Cubas Grau. Elas vieram de Pedro Juan Caballheiro, fronteira com Ponta Porã, passar férias na praia e quando souberam que Cubas estava perto dali, foram ate lá. Segundo Fátima Maldonado, a culpa da crise política no Paraguai não é de Cubas e sim do general da reserva Lino César Oviedo, refugiado na Argentina. Para ela, Cubas Grau não teve envolvimento nos confrontos entre os partidários de Oviedo e do vice-presidente assassinado Luiz Maria Arga¤a, que resultou na morte de cinco estudantes. A paraguaia Viviane Aredo Modim foi enfática: ‘‘Adoro o ex-presidente. Toda a culpa é de Oviedo’’, ressaltou.

mockup